PRACE - Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado.
Nos nossos mundos de hoje, qualquer que seja a reorganização que se queira levar a cabo, a mesma está, do ponto de vista teórico, automaticamente justificada.
Ou seja, se quisermos proceder a uma remodelação em que visamos a reestruturação com um ponto de vista (minimizado) de responsabilização e definição clara das competências, descentralizamos e criamos estruturas, ou melhor, aplicamos o velho ditado "de cada macaco no seu galho".
Se, por outro lado, quisermos ter a "nova" visão das coisas em que as sinergias e a chamada economia de escala seja para funcionar, vamos obviamente reestruturar com base na fusão da estrutura, também, em princípio, e segundo as teorias, deixando claras as competências e responsabilidades.
Aquando à uns tempos passei pelo ICEP/IAPMEI, num projecto de consultadoria, era visível o esforço que aquele(s) institutos estavam a fazer para conseguir aquilo que hoje achamos que é normalíssimo, nomeadamente, ter um só departamento que gerisse, entre outros exemplos que poderia aqui mencionar, o imobilizado, pois era coisa que cada unidade orgânica geria por si, gerando obviamente uma duplicidade de critérios incrível e levando a uma falta de estratégia global do(s) instituto(s) que provocava, pelo menos na minha maneira de ver, uma confusão brutal, nomeadamente, e também a mero titulo de exemplo, na contractualização de serviços básicos de manutenção.
Também consegui averiguar que tal acontecia porque as necessidades, de aquando estavam separados, eram efectivamente diferentes, ou melhor, com a dispersão geográfica, as necessidades daquele imobilizado era diferente no tempo e na forma, e assim só quem estava no seu local poderia ter a real percepção do que era efectivamente necessário.
Nos dias de hoje, e com as necessidades efectivas que Portugal atravessa, acho que é realmente necessário que a reestruturação passe por criar sinergias para aplicar uma economia de escala.
Há que, cada vez mais, ter uma visão supra estratégica, de macro gestão, que leve à "inter-gestão", ou seja, que tenha como base, por exemplo, a gestão inter-municipal, inter-departamental, inter-organizacional, inter-, inter-, inter-. Pois só assim conseguiremos caminhar todos, a uma só voz, e com o mesmo objectivo.
Mais que não fosse, por esta minha ordem de ideias, este conjunto de medidas agora lançadas, o PRACE, parece-me bem.